Segunda-Feira, 16 de Junho de 2008

Assistência tecnológica por telefone

Os eletroeletrônicos entram cada vez mais na lista de compras dos consumidores de baixa renda. De olho nesse público, já existem empresas que esclarecem, por telefone, as dúvidas sobre o funcionamento desses equipamentos.

Daiane ainda nem terminou de pagar seu primeiro computador, e ele já deu problema. Como ela não entende nada do assunto, procurou um serviço recém-criado de orientação por telefone. Do outro lado da linha, fica um atendente que trabalha em casa mesmo.

A proposta da prestadora de serviços é mesmo ser informal, bater um papo com o cliente.”Viu-se a necessidade de uma empresa que auxiliasse os consumidores a dar o pontapé inicial em sua vida digital”, explica o gerente da empresa, Glauco Padilha.

Carlos Eduardo Jardim é atendente da empresa. “Uma simples configuração de monitor ou impressão de documento, às vezes, é uma dúvida que o cliente não consegue solucionar sozinho”, completa.

Esse serviço dirigido aos iniciantes no mundo dos eletrônicos mostra uma tendência do mercado: a de aproveitar o potencial do consumidor de renda mais baixa. Segundo a Federação do Comércio de São Paulo, o mercado varejista cresceu 6,8% de janeiro a abril deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Só a venda de eletrônicos e eletrodomésticos teve alta de 18,3%. É um dos setores em que as classes C e D fazem diferença, como explica o economista Nelson Barrizzelli: “A indústria passou a reconhecer essas classes como potencialmente consumidoras e a fazer produtos com qualidade bastante aceitável e a preços bem convenientes, ao alcance delas”.

Esse público vai às compras graças ao aumento no emprego e na renda. Além disso, os financiamentos mais longos têm prestações que cabem no bolso.

Mas o consumidor ainda espera mais. Autônomo, Devanir Souza quer trocar a geladeira. “Se melhorarem as taxas de juros, a gente leva a geladeira, o fogão e a televisão também”, brinca.